Sistema de Integração diversifica economia de produtores rurais e traz benefícios ao meio ambiente

Melhor aproveitamento da área utilizada na fazenda e diversificação da renda. Estas são as principais vantagens do uso de Sistemas de Produção Integrados na propriedade, segundo produtor rural Alexandre Raff Scaff. A fazenda de cerca de 10mil hectares fica em Anastácio e opera com sistema de integração lavoura, pecuária, floresta (ILPF) implementados há cerca de dois anos.

Para Scaff, o sistema deu certo. “É trabalhoso, mas compensa. Este mês vou receber uma renda extra com a venda da soja e este é um dinheiro que eu não estava esperando”, afirma o produtor.

Segundo estimativas da Fundação MS, o número de produtores que aderiram ao sistema no estado ainda é relativamente baixo, porém crescente. Dentre os municípios do Estado, Maracaju se destaca. Uma estimativa feita pela Fundação mostra que cerca de 60% da área agrícola da região adota algum sistema de integração.

Ainda nessa quarta-feira (03), a Plenária da Câmara dos Deputados aprovou uma Política Nacional de Integração Lavoura Pecuária e Floresta (iLPF) que beneficia produtores que investem no sistema. A política nacional terá como objetivos, entre outros, mitigar o desmatamento provocado pela conversão de áreas de vegetação nativa em pastagens ou lavouras e contribuir para a manutenção das áreas de preservação permanente (APPs) e de reserva legal. Resta somente a sanção presidencial, que deve ocorrer logo.

De acordo com o biólogo e pesquisador da Fundação MS, Alex Melotto, a aprovação da política traz valorização a quem integra, de forma independente da política agrícola nacional (antes da política nacional específica, a Integração era contemplada pela Política Agrícola Nacional, de forma generalista), trazendo reais benefícios aos produtores que utilizam o sistema de produção integrado.

Alexandre Scaff está satisfeito com os resultados gerados até o momento. Para o produtor, é preciso ir com calma e buscar o sistema que melhor se adapte a propriedade. “Como uso um sistema rotacionado, descobri que funcionaria melhor começar o ciclo com a soja. Isso me permite recuperar os danos causados ao solo, e ainda consigo utilizar a pastagem sobressalente para fazer o plantio direto na palha”, finaliza Scaff.

 

Fonte: Painel Florestal