Setor florestal se sobressai em um 2012 de baixo crescimento econômico

Um livro contendo 146 páginas com todos os detalhes do setor florestal. O anuário estatístico 2013 da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), ano base 2012, mostra que as dificuldades que o País passou – com o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – não massacraram o setor florestal. A silvicultura mostrou que tem força mesmo em um cenário adverso.

O valor bruto da produção ficou em R$ 56,3 milhões, ou seja, um número 4,6% maior que o do ano anterior e pode ser traduzido na queixa do aumento generalizado dos custos tão comentada pelo empresariado atuante no setor. Em termos de tributos, os valores chegaram a R$ 7,6 bilhões. Este valor representa 0,5% de toda a arrecadação nacional. O montante referente à contribuição para o saldo da balança comercial foi de US$ 5,5 bilhões. Apesar da cifra bilionária ser 3,8% inferior ao ano anterior, a participação no superávit da balança comercial saltou de 19,1% para 28,1%.

O número de empregos gerados chegou a 4,4 milhões e os investimentos em inclusão social, educação, saúde e meio ambiente atingiram ao montante de R$ 149 milhões. Ao todo, 1,3 milhões de brasileiros foram beneficiados, distribuídos em mil municípios. A área de floresta plantada no País aumentou 2,2%, chegando a 6,6 milhões de hectares, dos quais 76,6% destas florestas são compostas por eucalipto e 23,4% por pinus. Estes plantios estão divididos nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Maranhão, Pará e Tocantins.

A área de florestas nativas aumentou 0,9%, ou seja, 163 mil hectares só ano passado. O consumo de madeira em toras atingiu a 182,4 milhões de metros cúbicos, aumentando em 7,2% contra os 170,1 milhões do ano anterior. Nas exportações, só a celulose registrou uma queda de 0,7% na comparação entre 2012 e 2011, isto é, a quantidade diminuiu de 14 milhões de toneladas para 13,9 milhões. No papel, o aumento foi de 0,5%, saltando de 10 milhões de toneladas para 10,05 milhões.

Na área madeireira, os números das exportações foram melhores. Nos painéis industrializados, por exemplo, a elevação foi de 12,8%, saltando de 6,47 milhões de metros cúbicos para 7,3 milhões. Na madeira serrada, houve um pequeno incremento exportador de 0,8%, o que em números quer dizer um pequeno de salto de 9,09 para 9,16 milhões de metros cúbicos. Nos compensados, as exportações se elevaram em 13,5%, com um aumento de 1,85 milhões de metros cúbicos, para 2,1 milhões. No carvão vegetal, as exportações registraram uma pequena alta de 1,4%, no qual o metro de carvão saltou de 17,57 milhões para 17,81 milhões. Os destinos das exportações foram Argentina, Alemanha e China nos compensados e celulose. Já os Estados Unidos foram responsáveis pelas compras dos painéis e da madeira serrada.

 

Fonte: Painel Florestal