Etanol celulósico: apesar de investimentos, Brasil está atrás dos EUA e da Alemanha

“A produção de etanol a partir de matéria-prima lignocelulósica poderia colocar o Brasil em posição de destaque, uma vez que ele é um dos maiores produtores de etanol no mundo”, comenta o economista e pesquisador Luiz Gustavo Antonio de Souza. Ele analisou o estado-da-arte em etanol de segunda geração, ou celulósico, no Brasil e no mundo observando as redes de inovação criadas a partir de publicações científicas internacionais e patentes na área.

O estudo lembra que a literatura e os envolvidos com a produção não possuíam até então uma visão clara do estado da inovação em etanol de segunda geração. “Não era possível avaliar se os esforços gerados até o momento a partir de investimentos e mobilização de recursos humanos são suficientes para o desenvolvimento da atividade e domínio da tecnologia. Não se conhecia a posição do Brasil em relação aos outros países. Não sabíamos ainda se havia um alinhamento de políticas de ciência, tecnologia e inovação do Brasil com os diversos países”, avalia o economista.

“O que o estudo mostrou, de forma muito clara é que, apesar dos investimentos feitos e das melhorias verificadas nos anos recentes, estamos bem atrás do Estados Unidos e Alemanha, por exemplo. Portanto, os caminhos apontados pela pesquisa são bastante úteis para a discussão da nossa política de ciência e tecnologia na área de etanol de segunda geração”, finaliza.

 

Fonte: CeluloseOnline